Pesquisar

Petróleo recua mais de 1% em meio às incertezas sobre o conflito no Oriente Médio

O petróleo perdeu fôlego nesta quinta-feira em relação à véspera, apresentando alta moderada. Nesta manhã, por volta das 7h (hora de Brasília), o Brent, referência internacional, subia 0,77%, sendo negociado a US$ 78,62 o barril. O WTI (referência americana) com entrega prevista para julho subia 0,61%, a US$ 73,97 por barril.

Com trégua ameaçada no Oriente Médio: O que esperar do petróleo e dos preços dos combustíveis? Análise: Entre guerra e paz, EUA e Irã caminham para um novo normal de ataques e tréguas frágeis Na quarta-feira, os preços do petróleo chegaram a subir mais de 8%, voltando ao patamar de US$ 80 o barril, após o presidente Donald Trump declarar o fim do cessar-fogo com o Irã, mas desaceleraram, com o Brent fechando em alta de 5,2%, aos US$ 78,02. As bolsas globais avançaram à medida que investidores passaram a apostar que as tensões entre Estados Unidos e Irã permanecerão sob controle.

As ações de fabricantes de chips lideraram os ganhos em diferentes mercados. Na Ásia, as principais bolsas fecharam em alta, enquanto na Europa os mercados estão operando positivamente, com exceção de Londres, que apresenta queda. Nos EUA, os índices futuros Nasdaq e S&P avançam, com o futuro do Dow Jones está em baixa.

Confira abaixo: As ações de empresas de semicondutores registraram valorização na Ásia, na Europa e no pré-mercado dos Estados Unidos, impulsionadas pela forte demanda pela oferta de recibos de depósito americanos (ADRs) da coreana SK Hynix. Em Londres, a AstraZeneca recuou 9,3% após resultados decepcionantes de um estudo clínico envolvendo um medicamento para doenças cardíacas. Guerra começa a surgir nos números das petroleiras: Alta do petróleo aumenta em quase US$ 4 bi lucro da ExxonMobil O ambiente mais tranquilo nos mercados ocorre apesar da escalada da violência no Oriente Médio, que ameaça as negociações para um acordo de paz permanente entre Estados Unidos e Irã.

Na quarta-feira, as Forças Armadas americanas atingiram cerca de 90 alvos iranianos com o objetivo de reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Operadores de mercado afirmam que, embora as tensões evidenciem a fragilidade da trégua entre os dois lados, nem os Estados Unidos, nem o Irã têm interesse em um retorno a uma guerra em larga escala, o que aumenta a expectativa de que as partes retomem as negociações. Entenda: Por que o Irã ainda ataca navios em Ormuz apesar do cessar-fogo?

— Este é o novo status quo: um equilíbrio instável, mas ainda assim um equilíbrio —, afirmou Geoff Yu, estrategista macro sênior do BNY.— É preciso apenas incorporar essa volatilidade à alocação de ativos. Os títulos públicos globais registraram leves ganhos, encerrando uma sequência de dois dias de vendas provocadas pela alta do petróleo. O rendimento dos Treasuries de dois anos dos Estados Unidos recuou dois pontos-base, para 4,20%, enquanto o dólar apresentou pouca variação.

Mais recentes

Rolar para cima