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PDT aciona Justiça Eleitoral contra o PL por uso da imagem de Iris

O PDT ajuizou ação na Justiça Eleitoral para proibir o PL de utilizar a imagem do ex-prefeito e ex-governador Iris Rezende (MDB). A petição foi protocolada na quarta-feira (8) pelo presidente da legenda, Kowalsky do Carmo Costa Ribeiro. Segundo a peça, a propaganda pratica “grave distorção histórica e apropriação indevida de imagem”.

O texto diz, ainda, que “o PL busca se legitimar ao se revestir com a biografia de um homem que dedicou sua vida a um projeto de país diametralmente oposto ao que o partido representado e seus líderes têm demonstrado defender”. Ao Mais Goiás, Kowalsky explicou que nas reuniões do PL têm sido exibidos painéis com a foto do Iris, inclusive nas Diretas Já. “Tudo que Iris representou é nada do que o PL defende.

Iris foi filiado ao PTB, é da democracia, e o PL tem sido investigado por apoio ao golpe, tem a condenação de seu principal líder, que é o Bolsonaro.” Filha de Iris, Ana Paula deixa o MDB e se filia ao PL para ser vice de Wilder Ele afirma que as imagens também têm sido divulgadas nas redes sociais vinculadas a advogada Ana Paula Rezende, filha do ex-prefeito que deixou o MDB e se filiou ao PL para disputar o governo como vice de Wilder Morais (PL). “Queremos que o PL não venda essa imagem atrelada ao Iris. Não há nada sobre a Ana Paula no processo, não queremos impedir ela de vincular à família, mas o partido PL não representa os valores do Iris.” Entre outras coisas, a petição lembra que o ex-prefeito foi cassado pela ditadura militar e também peça-chave para a redemocratização.

“Ao usar a imagem de Iris Rezende, o PL tenta se apropriar de seus atributos (democrata, popular, honesto) e transferi-los para si, enganando o eleitor menos informado que pode acreditar que há alguma afinidade ou endosso póstumo”, diz trecho da ação. “A conduta do PL é um abuso manifesto, que exige a pronta intervenção desta Justiça Especializada.” O PDT ajuizou a ação por entender ser legítimo como um dos herdeiros da tradição de resistência democrática originada com o fim do bipartidarismo em 1979. O Mais Goiás procurou Ana Paula para comentar a ação, mas não teve retorno.

Ao Tribunal do Planalto, ela disse em nota que recebeu a ação com estranheza, uma vez que “a história dos meus pais é a minha história também” e “foi com eles que aprendi tudo o que sei”. A advogada completa: “Foi no PL que encontrei espaço, respeito e disposição verdadeira pra fazer isso. O partido não apenas abriu as portas para a minha história e para o legado dos meus pais, mas também abraçou esse projeto de dar continuidade a uma forma de fazer política que coloca as pessoas em primeiro lugar.” “Eu recebi essa ação com estranheza, porque ela desconsidera um fato incontestável: a história dos meus pais é a minha história também.

Foi com eles que aprendi tudo o que sei. Foi ao lado deles que conheci a política feita de trabalho, presença e respeito pelas pessoas. E é essa política que quero levar adiante.

E o foi no PL que encontrei espaço, respeito e disposição verdadeira pra fazer isso. O partido não apenas abriu as portas para a minha história e para o legado dos meus pais, mas também abraçou esse projeto de dar continuidade a uma forma de fazer política que coloca as pessoas em primeiro lugar. Uma política que escuta, que está presente e que trabalha para transformar vidas.

A política do Mutirão, que valoriza a participação da população junto ao poder público, que entrega casa para quem mais precisa, que garante saúde, educação, que garante dignidade. A disposição pra fazer essa política eu só encontrei no PL.“

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