A proposta de emenda constitucional (PEC) que estabelece a tarifa zero para o transporte público no Brasil foi apresentada ao Congresso na última quinta-feira, 22 de outubro de 2026. Essa iniciativa é considerada uma das principais apostas da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca fortalecer sua posição na disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro.A proposta visa garantir que “no mínimo” 26,8% das emendas parlamentares impositivas sejam alocadas para custear esse programa inovador. A ideia de implementar a gratuidade no transporte público é uma medida que visa ampliar o acesso e a inclusão social, especialmente em um cenário econômico desafiador.
Segundo o texto da PEC, o Poder Executivo federal será obrigado a destinar um percentual significativo – 26,8% (vinte e seis inteiros e oito décimos por cento) – do montante global anual das programações orçamentárias para financiar a gratuidade nos serviços de transporte público coletivo urbano. A proposta também garante a preservação dos percentuais já destinados à saúde, evitando que a nova medida comprometa outras áreas fundamentais.
Os recursos destinados a esse programa serão transferidos diretamente aos municípios e regiões metropolitanas, que serão responsáveis pela implementação e execução do serviço. Isso implica que a execução orçamentária ocorrerá de forma a garantir que os entes federativos titulados mantenham a qualidade e eficiência dos serviços prestados.
De acordo com as justificativas apresentadas pela PEC, a expectativa é que o valor correspondente a esses 26,8% alcance cerca de R$ 13 bilhões em 2027. A proposta destaca que a alocação de recursos para a tarifa zero não resultará em aumento de despesa primária e não afetará a meta de resultado primário do governo, pois envolve a destinação de recursos já previstos dentro do montante de emendas parlamentares com execução obrigatória conforme a Constituição Federal.
Esse enfoque busca assegurar que a implementação da tarifa zero se dê de maneira sustentável, contribuindo para o equilíbrio fiscal do país, ao mesmo tempo que promove um avanço significativo na inclusão social, facilitando o acesso da população aos serviços de transporte.
Vale ressaltar que a PEC da tarifa zero é especialmente relevante no atual contexto de reforma social promovida pelo governo, onde também está sendo considerada a PEC 6×1, aprovada na semana anterior. Essa combinação de iniciativas visa não apenas facilitar o acesso ao transporte, mas também efetivar direitos fundamentais, como o de lazer, convívio familiar e saúde para todos os cidadãos.
A proposta de um transporte público acessível representa um passo significativo em direção a um sistema mais justo e igualitário, possibilitando que trabalhadores e suas famílias possam usufruir de mais qualidade de vida. A expectativa é que a aprovação desta PEC reverbere positivamente em diversas áreas, impactando igualmente o comércio, a educação e a saúde nas comunidades atendidas.

