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Marinho reúne 33 senadores e articula derrota de Alcolumbre

O senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou nesta quarta-feira (4) sua candidatura à presidência do Senado Federal. A decisão foi divulgada após uma reunião com 33 senadores, que apoiaram seu nome para representar a oposição na disputa contra o atual presidente Davi Alcolumbre (União-AP).

Durante coletiva de imprensa, Marinho ressaltou que recebeu apoio de parlamentares de diversos partidos e manifestou a intenção de construir uma maioria para alcançar a vitória nas eleições. Ele destacou a presença do partido Novo e senadores do PP e do Republicanos na reunião.

Marinho enfatizou que a eleição não deve ser uma imposição de força, mas uma ação de convencimento. “Todos têm a legitimidade para se candidatar, conversar com seus pares e buscar os apoios necessários para formar uma maioria”, declarou.

Outro nome cotado para a disputa é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), com quem Marinho disse ter conversado sobre uma possível candidatura conjunta, já que ambos compartilham pautas semelhantes e desejam mudanças no comando do Congresso.

No que se refere à relação entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF), Marinho criticou a intervenção de ministros na escolha do presidente do Senado e declarou que a eleição deve ser um processo conduzido exclusivamente pelos senadores. “Interferências são indesejadas, antidemocráticas e antirepublicanas”, afirmou, expressando esperança de que essa situação não se repita.

O senador também se comprometeu a analisar denúncias de eventuais crimes de responsabilidade de integrantes do STF, embora enfatizasse que sua candidatura não visa promover processos de impeachment, mas sim defender o cumprimento da Constituição: “Se algum ministro cometer crime de responsabilidade, não seremos omissos como ocorre atualmente”.

Em relação às suas propostas para a presidência, ele defendeu que o Senado deve recuperar sua independência em relação ao Executivo, exercendo efetivamente seu papel de debate e fiscalização. Marinho criticou a existência de muitos projetos parados devido a pressões externas e reafirmou que nenhuma proposta deve ser obstruída por essas circunstâncias.

Ele voltou a falar sobre a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, defendendo que o tema deve ser debatido pelos parlamentares, sem imposições durante sua tramitação: “Qualquer projeto de lei, incluindo a anistia, deve ser discutido e decidido por meio do escrutínio dos meus pares”.

Marinho também se manifestou a favor da votação aberta na eleição para a presidência do Senado, destacando que a transparência é fundamental para que a população saiba como seus representantes se posicionam sobre questões relevantes.

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