A campanha de Romeu Zema, candidato pelo partido Novo, garantiu que não existem tratativas para sua desistência da candidatura à Presidência da República. Essa posição foi reafirmada em meio às especulações que surgiram após sua decisão de não participar do debate do Grupo Bandeirantes, realizado no domingo, 23 de agosto de 2026.
A estratégia da equipe de Zema foi avaliada como prudente, uma vez que não haveria sentido em sua participação sem a presença do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Os aliados de Zema argumentam que a real competição ocorre contra Lula, consolidando o foco da campanha.
Desde sua ausência no debate, os comentários em torno da candidatura de Zema aumentaram. Observadores políticos apontam que a falta de sua voz no debate pode ter contribuído para o seu perfil se tornar menos relevante na narrativa política atual, principalmente diante dos ataques direcionados aos candidatos presentes e a menção ao vazio dos púlpitos dos líderes nas pesquisas.
Essa escolha da sua equipe de campanha foi estratégicamente voltada para a sabatina do Jornal Nacional, no dia seguinte, onde Zema poderá se apresentar a um público mais amplo, potencialmente maximizando sua visibilidade.
No cenário atual, a campanha de Zema é marcada por um momento de certa estagnação nas pesquisas. O mais recente levantamento do Datafolha, divulgado no dia 21 de agosto, mostrou que o candidato atinge apenas 3% das intenções de voto no primeiro turno, um desempenho que o coloca atrás de figuras como Ronaldo Caiado, do PSD, com 5%, e Renan Santos, da Missão, que obteve 4%.
Com uma margem de erro de 2 pontos percentuais, Zema encontra-se numa situação estreita, onde cada movimento é crucial para reverter a percepção do eleitorado. A falta de tempo de propaganda na televisão pode ser um fator que intensifique seu isolamento no cenário eleitoral.
Enquanto o governo busca manter uma agenda positiva, a oposição, por sua vez, se organiza para uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga questões relacionadas ao filho de Lula, Lulinha, o que também pode influenciar na dinâmica de apoio e rivalidade entre os candidatos.
Kassab, importante figura política, foi enfático ao afirmar que nunca teve qualquer diálogo relacionado a um possível apoio a Lula em um eventual segundo turno, o que reflete ainda mais a fragmentação e os alinhamentos políticos necessários em uma corrida presidencial onde a estabilidade e a aparição regular nos meios de comunicação serão fundamentais.
A equipe de Zema parece estar ciente dos desafios, e a expectativa é que sua participação na sabatina do Jornal Nacional traga um novo fôlego à sua campanha, permitindo que ele demonstre suas propostas e conquiste um espaço mais significativo no debate eleitoral.