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Vereador solto após suborno a policial em acidente grave

O vereador Dionaldo Morinigo, de Ponta Porã, teve um envolvimento em um acidente que deixou um adolescente de 17 anos gravemente ferido. O incidente ocorreu no dia 18 de setembro, quando Morinigo dirigia uma caminhonete Toyota Hilux e colidiu com um veículo Volkswagen Saveiro. Após o acidente, o vereador fugiu do local sem prestar assistência à vítima, que ficou desacordada e necessitou de cuidados médicos no Hospital Regional devido às gravidades da lesão.

Os eventos tomaram um rumo ainda mais sério quando Morinigo foi abordado por um escrivão da Polícia Civil, que presenciou a ocorrência. Durante a abordagem, o vereador se apresentou como bombeiro e sugeriu a possibilidade de “resolver” a situação sem a intervenção da polícia. Essa atitude foi interpretada como uma tentativa de suborno, culminando em sua prisão em flagrante e em indiciamento por crimes como lesão corporal no trânsito, corrupção ativa, desacato e ameaça.

Após 11 dias preso, Dionaldo Morinigo foi solto na terça-feira, 30 de setembro, com a imposição de uma tornozeleira eletrônica. A Justiça de Naviraí aceitou o pedido da defesa para que o parlamentar respondesse ao processo em liberdade, no entanto, determinou restrições severas. Ele não poderá sair de casa após as 22h e está proibido de manter contato com a vítima e testemunhas do acidente.

O monitoramento eletrônico terá um prazo de 180 dias, podendo ser renovado. Em sua decisão, o juiz Fernando Moreira Freitas da Silva argumentou que a manutenção da prisão preventiva poderia infringir prazos legais, uma vez que ainda havia diligências pendentes e a necessidade de investigação mais detalhada sobre os fatos.

A defesa de Morinigo contesta a legalidade do flagrante, alegando falta de evidências que sustentem as acusações de tentativa de suborno e de embriaguez ao volante. O advogado Marcos Ivan declarou que a manutenção da prisão foi exagerada e argumentou que seu cliente deveria responder em liberdade, acompanhando assim os desdobramentos processuais.

Além disso, o vereador afirmou ter sofrido violência policial durante a prisão, levando o juiz a encaminhar o caso ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) para averiguação das denúncias de abuso.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) se manifestou sobre o caso, expressando seu descontentamento com a situação e reafirmando seu compromisso com a transparência e o respeito ao devido processo legal. A legenda acompanhará os desdobramentos da justiça e a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

Diante da crescente repercussão do caso, tanto a defesa quanto o partido do vereador têm sua atenção voltada para as próximas etapas do processo legal, onde esperam que a verdade venha à tona e que a justiça seja feita, seja a favor ou contra Morinigo na inusitada saga que envolve um acidente grave e um suposto suborno.

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