Pesquisar

Tereza Cristina surge como opção para Itamaraty em governo Flávio

O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) está ganhando destaque entre os aliados de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência. Nos bastidores da campanha, a sugestão de Tereza para assumir o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, surge como uma alternativa forte à possível indicação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos.

A perspectiva de uma futura gestão de Flávio leva em conta a necessidade de uma indicação que traga menos controvérsias e mais eficácia. Integrantes da campanha argumentam que a ex-ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro possui a senioridade e o peso político necessários para a pasta. A preocupação é que a nomeação de Eduardo, com sua visão diplomática, poderia resultar em uma crise imediata para o governo.

Vale lembrar que Flávio já demonstrou interesse em transformar o irmão em chanceler, mas enfrenta resistência dentro de sua própria campanha. A resistência não vem apenas de fatores internos, mas também de articulações relacionadas ao cenário internacional. Eduardo já iniciou um mapeamento de diplomatas, e sua proximidade com figuras do Departamento de Estado americano, sob a gestão de Marco Rubio, levanta preocupações sobre possíveis interferências nas eleições brasileiras, um tema frequentemente abordado pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na quinta-feira, 8 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro, cancelando seu passaporte. Ele foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão em regime semiaberto por coação no curso do processo. Essa situação pode complicar ainda mais a já delicada dinâmica da campanha de Flávio.

O contexto dessa discussão gira também em torno da habilidade de Tereza Cristina em lidar com relações internacionais. Durante seu tempo no Ministério da Agricultura, ela estabeleceu um canal de diálogo significativo com autoridades chinesas, o que pode ser um trunfo no cenário atual de tensões geopolíticas. Em um momento em que a pandemia provocou atritos entre o Brasil e a China devido às críticas públicas do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tereza conseguiu manter o diálogo aberto.

Flávio Bolsonaro, embora tenha laços com a administração Trump, já declarou que deseja construir uma relação pragmática com a China, enfatizando a importância de ter boas relações com todas as nações que buscam cooperar com o Brasil. “Eu vou fazer o que for melhor para a nação brasileira, diferente do atual governo, que declara guerra aos Estados Unidos e lambe bota da China”, afirmou Flávio em setembro, destacando sua intenção de manter uma política externa equilibrada.

Além do Itamaraty, Tereza Cristina também é mencionada como uma forte candidata para a Casa Civil em um potencial governo de Flávio. Caso ela assuma uma dessas posições, isso abriria espaço para que o senador Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha presidencial do PL, busque uma candidatura para o comando do Senado.

Essa dinâmica política e as escolhas estratégicas que Flávio Bolsonaro terá que fazer nas próximas semanas podem definir os rumos de sua campanha e das relações do Brasil no cenário internacional.

Mais recentes

Rolar para cima