O ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou nesta sexta-feira (9) que não concederá ao colega Luiz Fux acesso imediato à íntegra do inquérito das fake news. A decisão, que é motivo de discussão entre os membros da corte, ressalta a complexidade do processo em questão.
Ao justificar sua decisão, Fachin enviou um ofício a Fux esclarecendo que todos os outros processos solicitados são públicos. No entanto, o inquérito das fake news, que atualmente está sob sua relatoria, permanece em sigilo por estar em uma fase de análise crítica.
Esse inquérito tem sido objeto de atenção intensa desde que foi aberto em 2018, e foi liderado pelo ministro Alexandre de Moraes. O levantamento feito pela presidência do STF revelou a existência de 104 procedimentos vinculados a esse inquérito, que abrange diversas ações jurídicas e investigações sobre a propagação e criação de notícias falsas, o que inclui ameaças e violência contra ministros da corte, conforme relatórios recentes.
A decisão de Fachin traz à tona uma tensão crescente no STF e destaca as delicadas dinâmicas internas da corte, que frequentemente navega entre a necessidade de transparência e a proteção das informações sensíveis relacionadas a investigações em andamento.
Fachin também mencionou que parte do material do inquérito das fake news passou por digitalização e está em processo de organização. Este cenário impõe a necessidade de uma revisão detalhada dos autos antes que possa ser determinado o destino de cada um deles.
A Presidência do STF está realizando uma triagem cuidadosa para identificar quais procedimentos já contêm informações suficientes para deliberação e quais ainda devem ser complementados, dependendo das diligências realizadas e possíveis encaminhamentos à polícia e à Procuradoria-Geral da República.
Esse processo metódico é essencial para assegurar que as decisões a serem tomadas sejam fundamentadas. Fachin afirmou que sua intenção é conduzir o inquérito das fake news de maneira responsável, analisando os procedimentos pendentes enquanto se resguarda o sigilo legal.
Fachin conclui seu ofício de forma otimista, dizendo que, após a conclusão das etapas necessárias, pretende promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo a ampla publicidade e o acesso integral aos documentos que Fux desejava.
À medida que as análises prosseguem, a expectativa é que as informações sejam disponibilizadas assim que as decisões pertinentes forem tomadas, sempre respeitando os limites impostos pelo sigilo legal e a necessidade constitucional de transparência. Esta situação continuará a ser monitorada, especialmente considerando o papel crítico do STF na preservação da ordem democrática e no combate à desinformação.

