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Prisão de candidato ao Senado leva União Brasil a descartar apoio a Flávio Bolsonaro

A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), afastou de vez a possibilidade da federação PP-União Brasil apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Dois fatores envolvendo a ação policial contra Canella, pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro e apoiado por Flávio, irritaram a cúpula do União Brasil. Bia Kicis passa a ser vista como “traidora” por grupo de Michelle Bolsonaro após vídeo O primeiro deles foi que a legenda percebeu um movimento do PL, partido do filho de Jair Bolsonaro, para rifar de vez Canella da disputa.

Mesmo com o ex-prefeito preso, lideranças do União ainda insistem que ele pode ser solto e que haveria caminhos para manter sua candidatura ao Senado. Os dirigentes do União culpam correligionários do PL pela especulação de que Canella passaria a concorrer a deputado, e não mais ao Senado. Eles veem essa tentativa do PL como uma estratégia para levar um nome próprio na chapa.

O segundo fator de irritação foi a falta de gestos de Flávio Bolsonaro após o aliado ser alvo da ação da Polícia Federal. A cúpula do União esperava algum apoio do senador, mesmo que discreto, mas afirmam que nada veio por parte dele. Canela foi preso na quarta-feira (8) após um fuzil ser encontrado em seu carro.

Ele foi um dos alvos da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF para desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.  O PP já estava insatisfeito com a postura de Flávio após o presidente do partido, senador Ciro Nogueira, ter sido alvo da PF na investigação do Master e de Daniel Vorcaro. Ciro já descartava a possibilidade de apoiar a candidatura de Flávio.

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