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Neto de Eunice e Rubens Paiva comemora protesto que organizou contra avanço da IA no Vale do Silício

Em São Francisco, uma das principais cidades do Vale do Silício, na Califórnia, um jovem brasileiro vem se destacando nos protestos contra os avanços galopantes da inteligência artificial. Michaël Trazzi tem 30 anos e organiza as manifestações que já tiveram até greve de fome. A última delas foi no sábado (11), quando reuniu cerca de 350 pessoas, segundo ele próprio, em frente às sedes das gigantes da tecnologia, todas com cartazes, camisetas e megafone.

A veia política e de resistência de Trazzi é conhecida no Brasil, ele é neto do ex-deputado Rubens Paiva, morto pela Ditadura Militar, nos anos 1970, e de Eunice Paiva, advogada que teve sua vida retratada no premiado filme “Ainda estou aqui”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2024. — No sábado passado, 350 de nós marchamos até a OpenAI, a Anthropic e o Google, pedindo que se comprometessem a pausar a IA caso as outras empresas também o fizessem. Foi a maior manifestação contra o desenvolvimento de IA na história dos EUA — escreveu ele em sua conta no X.

Poucos meses antes, no fim de março, ele também organizou uma manifestação parecida, quando reuniu 200 pessoas. A reivindicação principal é fazer com que os CEOs das empresas se comprometam a parar os avanços, caso os concorrentes também o façam. No site em que apresenta o seu trabalho, incluindo um documentário feito sobre o assunto, ele celebra que fez com que Demis Hassabis, CEO da DeepMind do Google, respondesse publicamente que pararia o desenvolvimento de IA de fronteira caso todos os outros também o fizessem.

Na ocasião, ele iniciou uma greve de fome, que teve apoio também dos funcionários da empresa. — Após a resposta de Demis Hassabis à nossa greve de fome, o grupo “Stop The AI ​​Race” organizou um protesto em 21 de março, solicitando que Dario Amodei, Sam Altman e Elon Musk fizessem a mesma declaração sobre a pausa no desenvolvimento de IA de fronteira. O protesto foi destaque no NYT, no Washington Post e na The Atlantic — escreveu ele, em seu site.

A preocupação dos manifestantes é de que a IA acabe tomando empregos e causando um impacto econômico mundial, desequilibrando mercados. Os cartazes dizem coisas como “Se ninguém conStruir nada, todo mundo morre” ou “Em uma corrida rumo ao precipício, ninguém ganha”.

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