Município ocupa a quarta pior posição nacional em acesso à saúde, mesmo após receber mais de R$ 327 milhões em repasses federais nos últimos cinco anos
QUEIMADOS — A gestão do prefeito Glauco Kaizer (Solidariedade), em Queimados, tem sido duramente criticada após a divulgação do Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, do Centro de Liderança Pública (CLP). Segundo o estudo, o município está entre os cinco piores do Brasil em acesso à saúde, ocupando a quarta colocação negativa entre cidades com mais de 80 mil habitantes.
Apesar de ter recebido R$ 327,7 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS) entre 2021 e 2025 — sendo R$ 87,5 milhões apenas em 2025 —, a cidade não conseguiu melhorar os índices de atendimento à população, o que revela um fracasso na aplicação dos recursos públicos destinados à área da saúde.
Moradores da cidade enfrentam longas filas, falta de médicos e escassez de medicamentos básicos, além de unidades de saúde com infraestrutura precária. A situação se agrava durante o verão, quando a demanda por atendimento aumenta e o sistema entra em colapso.
A má avaliação obtida por Queimados no estudo leva em consideração fatores como cobertura da atenção básica, número de profissionais de saúde, acesso a exames e leitos hospitalares, além da transparência e eficiência na gestão dos recursos. A colocação de Queimados no ranking reflete uma realidade alarmante para a população e evidencia a inoperância da gestão Glauco Kaizer no setor mais sensível da administração pública.
Enquanto cidades vizinhas conseguem avançar com menos recursos, Queimados segue estagnada, acumulando denúncias, reclamações e críticas por parte da sociedade civil. O resultado do levantamento do CLP transforma Queimados em símbolo do descaso com a saúde pública na Baixada Fluminense.
O Portal ressalta que o espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Queimados e do prefeito Glauco Kaizer.

