Segundo turno contra Vicentinho Júnior é marcado por acusações e perfis fakes contra a candidata.
Por: Maria Eduarda Sá
A senadora e candidata ao governo do Tocantins, Professora Dorinha (União), denunciou ataques que vem recebendo de perfis falsos nas redes e afirmou que não vai se intimidar diante das agressões.
Na publicação feita em suas contas nas redes sociais ela desabafou sobre o teor das ofensas, que incluem até menções sobre sua aparência. Dorinha pediu respeito a sua trajetória política e criticou os ataques pessoais em meio à disputa eleitoral no segundo turno contra o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB).
Dorinha também destacou que o pior desse cenário é que as críticas ultrapassam o debate político quando o foco é sua aparência e vida pessoal. “A minha aparência não define a minha capacidade e a minha vida pessoal não diminui o meu valor. Podemos pensar diferente e discordar, mas ninguém tem o direito de humilhar uma mulher”, declarou.
Disputa nas redes
O embate entre os candidatos já vinha sendo marcado por trocas públicas de acusações, que chegaram à Justiça Eleitoral.
O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), em agosto, determinou a retirada de 422 publicações da página “Direita Palmense” e elevou a multa aplicada a Thiago Marasca Moura, administrador da página e que fazia postagens com informações falsas e ataques à candidata.
O episódio de ofensas provocou manifestações públicas de apoio à candidata. A primeira-dama Karynne Sotero e a prefeita do município, Josi Nunes, saíram em defesa de Dorinha e convocaram mulheres a apoiarem a candidata.
Durante o evento “Elas com Ela”, realizado em Palmas no sábado (17), a professora relatou comentários sobre suas roupas, cabelo e jeito de ser. “Me respeitem na minha história, no meu trabalho”, afirmou.
A candidata ressaltou que os ataques não diminuem sua capacidade de ocupar um cargo público e não vão desqualificar sua trajetória.
Dorinha também questionou a cobrança feita às mulheres que disputam cargos de poder e descartou a ideia de que, caso eleita, dependeria de outra pessoa para governar. “Eu tenho a minha vontade, o meu preparo e a minha competência”, declarou.

