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Bombeiro é preso por estupro com histórico de assédio em MS

O bombeiro militar Felipe Batista Valeriana Domingues foi preso preventivamente no dia 27 de setembro, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, após ser suspeito de estuprar uma atendente de farmácia. A prisão ocorreu depois que a vítima registrou um boletim de ocorrência relatando o crime, que teria ocorrido alguns dias antes.

No dia 15 de setembro, Felipe teria visitado a farmácia onde a mulher trabalhava e, após uma troca de olhares, deixou seu número de telefone com uma funcionária, pedindo que este fosse repassado à atendente. Uma hora depois, a mulher enviou uma mensagem via WhatsApp, e os dois passaram a se conhecer melhor por meio de conversas digitais.

Ambos combinaram um encontro para o dia 19 de setembro. Entretanto, ao investigar as redes sociais de Felipe, a mulher descobriu que ele era casado. Ao confrontá-lo sobre sua situação conjugal, o bombeiro a garantiu que não mantinha mais relações com a esposa. Apesar desse esclarecimento, a atendente decidiu não avançar com o encontro e comunicou sua decisão a Felipe.

Após a recusa, a mulher começou a se sentir ameaçada, pois Felipe bloqueou suas redes sociais e cortou o contato. Além disso, foi informado por outros funcionários da casa noturna onde ele supostamente trabalhava que ele era casado, o que intensificou suas preocupações. A insistência do bombeiro em se encontrá-la se intensificou nos dias seguintes.

No sábado, dia 19, Felipe voltou a enviar mensagens insistentes, afirmando que a buscaria após o expediente. Quando ela saiu do trabalho, ele estava à sua espera, e a chamou até o carro, onde se comportou de maneira suspeita com uma das mãos na cintura, o que fez a vítima acreditar que ele estava armado.

Após entrar no veículo, as portas foram travadas, e Felipe desviou o trajeto previamente combinado, estacionando em uma rua escura. Foi nesse momento que ele retirou uma arma da cintura e a posicionou sob o banco do carro. De acordo com a denúncia formalizada pela vítima, ele então segurou os braços dela e a estuprou, enquanto a mulher se sentia paralisada pelo medo.

Após o ocorrid, a mulher foi liberada do carro, mas o trauma ficou marcado. Segundo informações coletadas pelo g1, Felipe já tinha um histórico de acusações de assédio sexual. Em 2022, ele foi acusado de assediar uma adolescente de 16 anos que trabalhava como menor aprendiz na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, onde também atuava como cabo do Corpo de Bombeiros. Nesse caso, ele foi absolvido.

A defesa de Felipe, atualmente, argumenta que o encontro foi consensual e que ele teria sido ameaçado após o suposto crime. Durante a audiência de custódia, a justiça decidiu manter a prisão do bombeiro até a análise do pedido de prisão preventiva.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e na imprensa, trazendo à tona a discussão sobre a segurança das mulheres e a necessidade de um tratamento mais sério para casos de assédio e violência sexual no Brasil.

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