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Alfredo Gaspar Rejeita Acordo com Lindbergh em Caso de Estupro

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), designado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) rumo à presidência, desmentiu nesta quinta-feira (6) qualquer possibilidade de um acordo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Isso ocorre em meio a acusações graves de estupro que foram levantadas por Farias e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, onde Gaspar era relator.

As afirmações feitas por Lindbergh e Soraya surgiram em 28 de março, durante a leitura do relatório final apresentada por Gaspar, que posteriormente foi rejeitado pelo colegiado. O relatório pedia o indiciamento de ex-ministros e outras figuras importantes, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Gaspar, que categoricamente nega as acusações, declarou: “Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya”.

O deputado já deu entrada em representações contra Lindbergh e Soraya no Conselho de Ética da Câmara e do Senado, além de ter acionado a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é reforçar sua posição de que as alegações são infundadas e ofensivas à sua honra.

A forma como as acusações surgiram levanta questões sobre a ética no debate político, especialmente em um momento tão delicado como uma eleição.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, comentou que Alfredo Gaspar é o melhor nome para enfrentar a eleição, destacando sua capacidade de articulação e resistência às acusações.

A busca por uma tentativa de pacificação foi sinalizada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que conversou com Lindbergh após a confirmação de Gaspar como vice. Sóstenes relatou que Lindbergh não apresentou provas concretas contra Gaspar e sugeriu que a situação poderia ser esclarecida através de uma declaração pública, embora essa proposta não tenha avançado.

Em uma troca de mensagens, Lindbergh chegou a sugerir uma nota que fornecesse alguma defesa, mas a oferta foi avaliada como insuficiente e potencialmente problemática por Sóstenes. A ideia inicial de pacificação, portanto, parece não ter obtido o resultado esperado, uma vez que Gaspar se mostrou firme em seguir adiante com seus procedimentos legais.

Na mesma linha de combate às acusações, a defesa de Alfredo Gaspar apresentou uma petição à PGR oferecendo espontaneamente seu material genético para um exame de DNA.

O parlamentar busca uma resolução rápida sobre as alegações contra ele. A defesa também planeja levar o mesmo pedido ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, solicitando um prazo de 72 horas para a decisão sobre o exame.

O material genético de Gaspar já foi coletado em uma ação cautelar com o intuito de antecipar provas, e está disponíveis para ser compartilhado com a PGR. Essa medida pode ser vista como uma tentativa de reafirmar a inocência do deputado e reforçar sua posição pública em relação às acusações, que ele considera não apenas falsas, mas potencialmente prejudiciais à sua carreira política.

A situação envolvendo Alfredo Gaspar, Lindbergh Farias e Soraya Thronicke ilustra as tensões cada vez mais intensas dentro do cenário político brasileiro.

A declaração de Gaspar de que não busca um acordo enfatiza a seriedade com que ele encara as alegações. A continuidade desse caso deve ser acompanhada de perto, especialmente em meio à dinâmica eleitoral em curso, que está suscetível a impactos significativos baseados no desenrolar dessas informações.

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