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Ex-presidente do Rioprevidência é Preso em Operação da Polícia Federal contra Desvios

A Polícia Federal (PF) efetuou a prisão do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, nesta terça-feira (3). A detenção faz parte de uma vasta operação de combate à corrupção e desvios de recursos públicos, focada em irregularidades que teriam ocorrido na gestão do fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, sinalizando um aprofundamento das investigações sobre fraudes e malversação de verbas.

Detalhes da Operação "Custódia Segura"

A ação que resultou na prisão de Antunes foi batizada de "Custódia Segura" pela Polícia Federal e visa desmantelar um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em diversos endereços, incluindo residências de ex-diretores e empresários que teriam se beneficiado do esquema. A investigação, que se estende por meses, aponta para a movimentação financeira atípica e contratos sob suspeita de superfaturamento ou direcionamento, que teriam lesado os cofres do fundo de pensão.

Agentes da PF, com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), realizaram a prisão preventiva do ex-presidente em sua residência, na capital fluminense, sem incidentes. Materiais como documentos, computadores e telefones celulares foram apreendidos durante a operação, e deverão passar por perícia para subsidiar o inquérito em andamento. A operação mobilizou um grande número de policiais e procuradores, evidenciando a complexidade e a abrangência das apurações.

O Papel do Rioprevidência e as Suspeitas de Fraude

O Rioprevidência é a autarquia responsável pela gestão do sistema de previdência social dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, administrando um volume considerável de recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões. A posição de presidente do órgão é estratégica, com grande poder de decisão sobre investimentos e contratações que impactam diretamente a segurança financeira de milhares de beneficiários.

As acusações que pesam sobre Deivis Marcon Antunes e outros investigados incluem crimes como peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF e o MPF investigam o uso indevido de verbas do fundo de pensão em aplicações financeiras duvidosas, contratos fraudulentos com empresas prestadoras de serviço e a formação de cartéis para o superfaturamento de projetos. Tais práticas teriam gerado prejuízos milionários ao erário público, comprometendo a saúde financeira do sistema previdenciário estadual.

Repercussões e Próximos Passos da Investigação

A prisão do ex-presidente do Rioprevidência tem gerado grande repercussão no cenário político e econômico do Rio de Janeiro, especialmente entre os servidores públicos e aposentados. O episódio reforça a preocupação com a integridade das instituições públicas e a necessidade de maior transparência na gestão dos recursos previdenciários, essenciais para a garantia de direitos dos trabalhadores.

Deivis Marcon Antunes será interrogado pelas autoridades, e a Polícia Federal prosseguirá com as diligências, buscando identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os valores desviados. A investigação seguirá em sigilo para não comprometer as próximas etapas. Após a fase de inquérito, o caso será encaminhado à Justiça para análise e eventual apresentação de denúncia, dando início ao processo judicial que determinará as responsabilidades e as possíveis punições. A operação "Custódia Segura" reafirma o compromisso das forças de segurança em combater a corrupção e proteger o patrimônio público.

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