Dos 20 governadores eleitos em primeiro turno neste domingo, 4 de outubro de 2026, a metade, ou seja, dez deles, manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Este fenômeno representa uma base significativa de apoio político em um cenário onde as alianças são cruciais para o sucesso eleitoral.
Entre esses dez, dois se destacaram por declarar apoio a Flávio mesmo na ausência de respaldo oficial do PL ou do presidenciável. Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Otaviano Pivetta (Republicanos-MT) posicionaram-se ao lado de Flávio, demonstrando que suas estratégias políticas podem transcender a influência direta do PL em suas campanhas.
Em contrapartida, cinco dos vinte novos governadores, todos oriundos da região Nordeste, expressaram apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Jerônimo Rodrigues (PT-BA) e Lucas Ribeiro (PP-PB) são exemplos de governadores que se alinharam com Lula, destacando uma clara divisão geográfica e ideológica nas eleições.
Além disso, outros quatro governadores eleitos optaram por uma postura neutra durante a campanha. O reeleito governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), decidiu apoiar a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ao Palácio do Planalto, evidenciando um alinhamento tático que pode surpreender alguns analistas políticos.
Flávio Bolsonaro ainda não tem palanques definidos em todos os estados que irão ao segundo turno. No Rio Grande do Norte, por exemplo, o candidato Alysson (União Brasil) permanece neutro, enquanto o concorrente Cadu, que é filiado ao PT, utiliza a marca ‘Cadu de Lula’ em sua campanha.
Essa complexidade pode influenciar o desempenho de Flávio nas urnas.
No Tocantins, a Professora Dorinha Seabra (União Brasil) não se comprometeu em pedir votos para Flávio no primeiro turno, embora faça parte de uma coligação que inclui o PL. Por outro lado, Vicentinho Júnior (PSDB) declarou seu apoio ao presidenciável, indicando uma polarização de discursos e estratégias.
A análise do cientista político Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, sugere que a liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos), recém-reeleito em São Paulo, pode ter um papel crucial na campanha de Flávio. Tarcísio não só goza de uma imagem positiva entre o eleitorado paulista, mas suas influências podem se estender a nível nacional.
Se Tarcísio realmente se engajar à campanha de Flávio, como prometeu, isso poderia alterar de forma significativa a dinâmica da disputa presidencial e trazer novos votos para Flávio no segundo turno.
O apoio de governadores eleitos demonstra a continuidade da política de alianças que pode ser um fator decisivo nas próximas semanas, enquanto os candidatos se preparam para o segundo turno e tentam consolidar suas bases eleitorais.

